um banho quente de tesão e ação de pensamentos absurdos
sexta-feira, novembro 23, 2007
Enfim acho que vou abrir a genda e ver o que saiu da minha cabeça no pior dia da minha vida. Nunca mais vou parar de chorar, mesmo tendo perseverado ou não. Minha cabeça não está nada bem e tento me divertir para esquecer que será impossivel. Nada é como antes e isso nunca tinha doído tanto. Aquele colo e cheiro e o buraquinho no peito que eu enchia e fazia uma pocinha com cuspe não existem mais. Mas tudo parece ter sido há muito tempo, já séculos de que tudo aconteceu. Um telefonema que disse : Acorda menina o cara já era, ele morreu. Logo ele o mais improvavel, o mais feliz, o que mais acreditava que tudo sempre acabaria bem, o que dizia que entre nós, e isso inclui a Luzes, tinha algo de mágico. Éranos uma trilogia rouca para o infinito. E ele sempre a repir canços erradas e rir: "Abra esta porta.. para te dar." Ele não se importava com praticamente nada. No inverno são sopas em pães italianos. Acima de tudo nos sentíamos amadas, protegidas pelos tipo mais simbiótico do universo e deitávamos juntos no sofá cama que certa vez arrestei para o meio da rua. Fico assim paralizada de frente com o dia com a noite e só queria um tequinho daquela sensação de invensibilidade e certeza. Todos nós ficaremos juntos até quando formos bem velhinhos e contaremos histórias para nossos netos. "Puta merda morena onde é que voce tá? Perto da onde? Perái caralho vou aí te buscar. Você é foda mesmo!" "Deixa de ser louca Thá, para de derrubar o bar, eu nunca tive nada com a Taciane. Ela só veio me mostrar seu pircing novo." Esse cara era foda assim, de uma fodeção autêntica, dolorida e inesquecível. Mas acho que se eu for mexer nos meus arquivos mortos agora não consiguirei evitar o suicídio. E não me interessa morre e não te encontar e como não acredito em nada disso permaneço nesta sobrevivência parca e sem sentido. Nada será como antes para o trio desbravador noturno.
ARAÇATUBA EM EVIDÊNCIA
Do lado de cá do muro
não há amigos
Do lado de cá do muro
o sol é sempre mais forte
e derrete todo o tipo de inteligência ou resquício disso
Do lado de cá do muro
as músicas são piores
que as do Demo Sul no noroeste paranaense
Do lado de cá do muro
nem silêncio nem tremor
Do lado de cá do muro
os brechós são péssimos
lojas são bregas e caras
Do lado de cá do muro
os cigarros são constantes e
o câncer certeiro
Do lado de cá do muro
as pombas são mais gordas e carnívoras
os vegetais estão mortos
as plantações são latinfundíos canavieiros
Do lado de cá do muro
não há transporte público
que compense qualquer menção
e ninguém se importa
Do lado de cá do muro
não se tem o que dizer
com raras excessões
e os bares são mónólogos curtos.
não há amigos
Do lado de cá do muro
o sol é sempre mais forte
e derrete todo o tipo de inteligência ou resquício disso
Do lado de cá do muro
as músicas são piores
que as do Demo Sul no noroeste paranaense
Do lado de cá do muro
nem silêncio nem tremor
Do lado de cá do muro
os brechós são péssimos
lojas são bregas e caras
Do lado de cá do muro
os cigarros são constantes e
o câncer certeiro
Do lado de cá do muro
as pombas são mais gordas e carnívoras
os vegetais estão mortos
as plantações são latinfundíos canavieiros
Do lado de cá do muro
não há transporte público
que compense qualquer menção
e ninguém se importa
Do lado de cá do muro
não se tem o que dizer
com raras excessões
e os bares são mónólogos curtos.
terça-feira, novembro 20, 2007
segunda-feira, novembro 19, 2007

É COMO DISSE A SABRINA LÁ DO SERTÃO PARANAENSE:
" eu trabalho sentada, mas sentada é quase estar de pé;
a posição horizontal não admite aproximações, é autêntica."
REFLEXÕES DO FERIADÃO
ÊTA LONDER... INA
Chego antes do choro
Depois do gozo e durante o espasmo.
Atrás do bosque
algum tiro nos espera.
SOMOS TODOS
alvos de sementes.
Arregaço o peito
brindo à nostalgia.
Muito bom
isso de rever amizades
apertar os sentimentos da galera
no mesmo inferninho
DE SEMPRE
Uma das éspecies
pós juvenis de tipo
sapo-boi
Arremessa-se
para além dos semáforos
nunca é atingida
continua sobrevivendo por aí
A maioria de nós ainda vive
resistimos calibrando rifles
atirando em pombos
desmontando apatias
e as reconstruindo conforme nossa preferência.
Injetamos inas
por todos os orifícios
da urbe viciada
Rimos da sinfonia desafinada,
Destilamos o veneno ácido
daquele humor abandonado
e passeamos a embolorar festinhas.
Alguns outros dos nossos
abandonaram o posto
atearam fogo nas toalhas.
Foram ser gouches aqui
nos infinitos das memórias
de nós, que restamos.
sábado, novembro 10, 2007
sexta-feira, novembro 09, 2007
SOCIEDADE
ÀS VEZES SINTO
COMO SE ESTIVESSE
NUMA SALA DE ISOLAMENTO ACÚSTICO
A GRITAR PARA UMA
PLATÉIA DE SURDOS
QUE MESMO NÃO ESCUTANDO
A FREQÜENCIA DOS MEUS ENTOADOS
DE DESESPERO E DOR
PERCEBESSEM A AGRESSIVIDADE
DOS CONTORNOS LABIAIS
E NÃO FIZESSEM ABSOLUTAMENTE
NADA.
COMO SE ESTIVESSE
NUMA SALA DE ISOLAMENTO ACÚSTICO
A GRITAR PARA UMA
PLATÉIA DE SURDOS
QUE MESMO NÃO ESCUTANDO
A FREQÜENCIA DOS MEUS ENTOADOS
DE DESESPERO E DOR
PERCEBESSEM A AGRESSIVIDADE
DOS CONTORNOS LABIAIS
E NÃO FIZESSEM ABSOLUTAMENTE
NADA.
quarta-feira, novembro 07, 2007
APETITE GASTRONÒMICO
Até definiria seu corpo
se preciso fosse.
A idéia geral
torna-se mais palatável quando
imagino
contornando-te com a língua
te bezuntando alcoólico
com minha tinta em óleo.
Queria mesmo é
lamber teu suor de ressaca
cafungar tua pélvis
e te regar de cachaça,
num cotidiano vicioso
de pau e graça.
CARRAPATAS E PARLAPATOS

A Última Ceia
SENTADOS
É assim que o mesmo covil
de homens permanecem ali
Estatuetas pagãs das próprias sombras
Ecos mongóis das próprias falas
Fãs incondiscionais de seus lentos
extravios etílicos
a banalizar bobagens
e emparedar esposas.
Em volta de seus corpos colossais
vaginas polemizam conversas
introduzem alergias
informam estatísticas sobre
os aracnídeos em suas poses fotográficas.
Não existe diálogo
nem nunca existiu.
Eles atônitos a admirar
paisagens anais feministas.
Elas visionárias a planejar
casamentos e criar cachorros adotivos.
sexta-feira, novembro 02, 2007
Finado dia de morte
Hoje um brinde
ao teu velório
ao teu defunto
às velas derretidas
sobre tua cabeça.
Estamos aqui
para te lembrar
fazer-te uma referência
aplaudir tua cara amassada
implorar teus autógrafos.
Revivo aquela morte
sem testemunhas
Penso no placebo
das palvras do padre
no dia do teu não.
Recuso-me a despedir da sua vida
E na minha ainda reina soberano
implácito e despido.
ENTRE LAÇOS DO PALHAÇO

ENQUANTO ELE MORRE
EU ADQUIRO ANOS
PERCO MEDIDAS
QUEBRO PRATOS
MOVIMENTO BASTÕES
ACENDO UM CIGARRO, DOIS
LAMBO TIGELA
MELECO DEDOS
ATRAPALHO NOVENAS
PENDURO CHUTEIRAS
INCENDEIO FOLHETOS MISSIONÁRIOS
CONFUNDO TERÇOS
REPITOS CARDÁPIOS
TRADUZO TEXTOS PARA PROVAS
RABISCO FÓSFOROS NO CÉU
ANDO DE CARONA
NAS MOTOCICLETAS E NOS COMETAS
APALPO LEMBRANÇAS
TODO DIA TEM PALHAÇO NO MEU CARDÁPIO.
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